"Ela estava imóvel... Percebeu que a cada tentativa de lutar, perdia mais vida, os espinhos rasgavam a sua pele sem dó e ela já não respirava regularmente. Sua vida inteira passava pela sua mente, no momento, lembranças que ela nem sabia que tinha, as piores delas, as que haviam sido esquecidas antes mesmo de serem lembradas. Pensou que era a hora da morte, mas não seria assim tão fácil, morrer era o melhor e pior jeito de desistir, mas eles não a deixariam ir. Dentro de tudo aquilo havia um propósito e ela sabia que ainda não havia alcançado, eles não queriam matá-la, isso era certo. Se pelo menos ela soubesse porque estava ali, se pelo menos ela tivesse a esperança de que sairia dali. Mas de que jeito ela sairia? Semimorta, semiviva, que sequelas ela teria que carregar pro resto da vida pra que ela não esquecesse desse momento? Os pensamentos já não eram otimistas, ela já não pensava em lições boas. Teria vergonha de contar que esteve dentro de tanto espinhos, imóvel, poupando respiração..."
Quando ela conseguir escapar, seja como for... eu contarei...


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